Cronologia

Sergio Fingermann

│1953│ Sergio Fingermann nasce em São Paulo.

│1967-1969 │Estuda desenho e pintura com Ernestina Karman.

│ 1971│ Estuda desenho com Yolanda Mohalyi.

│1973 │Viagem à Itália. Em Veneza, estuda pintura com Mário de Luiggi e tem aulas sobre construções espaciais com Mark di Suvero.

│1974 │Retorna ao Brasil e freqüenta a Escola de Arte Brasil.

│1975│ Começa a fazer gravuras em metal e dar aulas de pintura em seu ateliê.

│1975-1979 │Gradua-se em Arquitetura pela Universidade de São Paulo.
A partir de 1975 trabalha como artista plástico, desenvolvendo pinturas e gravuras em metal com acentuadas características intimistas. As obras dessa época apresentam tendência construtiva que se exemplifica na justaposição de representações diferentes, na associação de signos gráficos, na mistura de desenho de observação com desenho de memória. Esses trabalhos são construções de cenas, quase pequenos cenários, para produzirem um sonhar.

O pacto, - as razões que fundamentam esses trabalhos - é uma aposta na singularidade como valor artístico. O desejo do artista é construir uma poética e deixar a marca da subjetividade impressa nesses trabalhos, o que exige do pintor tornar-se mais intenso no tratamento dado às questões plásticas e líricas, uma espécie de retiro, de exílio.

Essa direção dada ao trabalho o afasta da discussão da arte enquanto estatuto, porém é evidente uma preocupação permanente da contextualização de suas obras na história da arte.

O artista procura fundamentar sua experiência artística na tradição da pintura, buscando interlocução com outras obras, outros artistas. A figuração narrativa dos trabalhos dos primeiros tempos cede território para obras com características mais abstratas. O plano pictórico recebe tratamento que procura evidenciar sua própria construção.

Os elementos simbólicos do trabalho se fundem na superfície das pinturas, o gesto torna-se mais dramático e o espaço, que antes era tratado como o lugar da representação, como se fosse um palco, concretiza-se como o próprio assunto da pintura.

Se novamente ressurgem pequenos desenhos, anotações gráficas, representações figurativas nas pinturas mais recentes, o que se observa é que essas presenças adjetivam o espaço que o pintor produz.

Se há representação, ela não é o único assunto da pintura, nem do desenho, nem da gravura. A representação é a possibilidade, é a estratégia, é o artifício que o pintor tem para transformar o pintar em experiência.


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